A Torre Negra: O Pistoleiro

pistoleiro

Recentemente, comprei a coleção completa da Torre Negra no Submarino e comecei minha viagem junto com Roland, o pistoleiro, em busca de nossa Torre Negra.

Apesar de minha capacidade limitada de interpretação de textos, foi uma leitura agradável, fluída, sem distrações e com vontade de ler mais e mais a cada parágrafo. Fiquei preso ao texto e quando parava de ler, ficava pensando “o que acontecerá com Roland mais a frente?”.

Em minha opinião, o livro equilibrou muito bem aventura, descrição de cenários, construção de personagens e seus relacionamentos. Ao final de “O Pistoleiro” ocorreu um fato que me deixou bem chateado com a história, mas isso é um fato pessoal, algo que com certeza vai incomodar quem está acostumado com finais felizes.

Todos os personagens apresentados na história são explorados, uns mais, outros menos, mas sempre com um início, meio e fim (não de forma linear, pois o livro vai e volta no tempo para contar alguns pedaços da história).

Recomendo a leitura! É uma escrita muito superior e complexa ao que eu estava acostumado, mas fica muito longe de ser chato.

Agora com licença, quero ler A Escolha dos Três.

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You are going down!

Three Days Grace – Life Starts Now

Life Starts Now - a capa do novo album do 3DG

Life Starts Now - a capa do novo album do 3DG

Ao som de Break, um review do mais novo album do Three Days Grace.

Sonoridade geral

Bem mais pesado do que eu estava acostumado. Não é um heavy metal, mas o som das guitarras está bem alto, grave e quando junta-se aos vocais, fica confuso. Está bem diferente de todas as músicas que já ouvi da banda.

Encontrei a “Running Away” do Álbum One-X que tem passagens similares, mas esta ainda tem uma harmonia agradável, guitarra, bateria, baixo e vocal se encaixam e dão um som que eu deixaria tocando enquanto programo me divirto.

Em todo caso, não posso dizer que o álbum é inteiramente ruim. Pra falar a verdade, escutei uma vez e deixei esquecido no PC. Alguns dias depois me lembrei e tentei ouvir novamente.

Música por música

Infelizmente, algumas músicas chamam (bastante) a atenção, mas a maioria é repetitiva e cansa o ouvido muito fácil, pelo menos o meu. World so Cold é um exemplo. Aos 2:40 dos 4:03, geralmente estou caçando o windows media player para mudar de música.

Com Bitter Taste e Break é quase o mesmo, mas elas ainda são interessantes. Especialmente o refrão da primeira, gruda na cabeça muito fácil. A percussão é muito boa, a guitarra na maioria da música fica mais ‘reservada’, deixando mais espaço para o vocal do Adam.

A parte que precede o refrão é a melhor de toda a música e uma das melhores do album.

Lost in You começa desanimando (culpa do efeito na guitarra), mas é a música que mais me lembra o 3DG que estou acostumado, com harmonia combinando muito com o vocal, guitarra e baixo vivendo em paz. Pra mim a segunda melhor do CD.

The Good Life merece menção por parte de qualquer avaliador, positiva ou negativa. Dessa vez começa animando (‘culpa’ do efeito na guitarra), letras de revolta (internaram o Adam de novo?) , mas a falta de variedade acaba cansando. Ainda assim é legal.

Uma decepcionante foi No More. Ameaçou ser até melhor que a Lost in You, mas #fail. Acho que devia ter tomado um ritmo mais acelerado e com guitarras mais pesadas a partir dos 1:27. Parece que faltou um balanceamento entre distorção e guitarras “clean” nas músicas. Algo como Wake Up. Entretanto, uma música chega com esses requisitos…

Last to Know é de chorar, mas no bom sentido. Tá certo que é música de corno, mas o teclado ficou rulez. Refrão combinando. “Breakdown” (paradinha que engana ser o fim da música, mas não é), volta com distorção e agressão muito boa.

I don’t care about Someone Who Cares nem sobre Bully. Os vocais e letras da última são boas, mas o refrão ficou chato.

Without You me deixa sem muitas emoções e críticas. Acho que é boa, mas preciso digerir as letras primeiro.

Goin’ Down… COMANDA! A melhor do CD! Guitarras que tem o espiríto 3DG, mistureba entre agressivo e calmo com passagens assustadoras dadas pelo vocal. Harmonia viciante, no ponto! É uma das que eu mais gosto da banda, instant favorite.

Took me down to the river, so i COULD DROOWN, DROOOWN

DROOOOOWN

A faixa título também é agradável, uma música que eu esperava ser a “média” do novo album.

Passando a régua e fechando a conta

Pode-se ver que gostei da maioria, mas elas tem um problema: muitas são parecidas musicalmente. As ruins acabam pesando mais negativamente e me espanta do escutar.

Na minha opinião, poderia ter sido um CD melhor, entretanto, é a direção que a banda resolveu tomar. Espero que outros gostem mais do que eu e seja um novo sucesso para a banda.

Gosto da simplicidade e sinceridade que eles empregam, especialmente do feelling e qualidade ao vivo.

Abraços e até mais.

ON YOUR FEET

Queensrÿche – American Soldier

Nobody else is there to help you… It’s… It’s just you…

I was 19 years old, […] were way too young […]

One of my very good friends, Paul, once got shoot […]
Paul died. We all miss him. I miss him terribly.

Gonna tell you what’s up NOW – História

O mais novo albúm do Queensrÿche está para sair do forno. Seu nome, para mim, foi polêmico: American Soldier. Como você pode imaginar, é uma homenagens aos soldados de seu país, transcrevendo suas histórias, aflições e sentimentos em música (das boas). Fiquei muito aliviado quando tomei conhecimento das letras, pensei que se tratasse de transformar os soldados em super-homens, muito pelo contrário. A banda não me desaponta e são apenas relatos sobre pessoas que, às vezes, nem entendem o motivo de estarem na guerra:

I’m a number; I’m a casualty of war
for a cause I never had the chance,
didn’t understand the score.

Referência de Man Down! (#9).

O albúm foi feito com base em muitas entrevistas com soldados de verdade. O Queensrÿche teve que fazer seu dever de casa para compor! Não sou um conhecedor, mas acredito que pegaram a lição bem. As letras fazem sentido, se você tentar pensar como um soldado. No início de várias faixas podemos ouvir soldados falando, e estas gravações dão o tom da música. If I Were king (#8) é um ‘desabafo’ de um soldado que perdeu seu amigo na guerra e o uma espécie de ‘crise’ que este sofre, ponderando “como pagar por um sacrifício tão alto”. A canção toda corre nesse estilo, até a metade com um ar de arrependimento, depressão. Dai para o final é como se fosse uma aceitação, mas ainda assim:

If I were King of all I imagine,
we would both be back home
living the rest of our lives.

Em tempo, a faixa Unafraid (#2) é basicamente a gravação de dois soldados falando de experiências distintas de guerra, com uma melodia agressiva (porém baixa, permitindo ouvir a ‘conversa’) no fundo. Segundo o vocalista Geoff Tate, ambos acabam sendo redundantes em seus relatos. Tento entender, são dois momentos e duas pessoas diferentes, mas as histórias ‘colidem’. Será que ‘o horror’ da guerra é o mesmo em qualquer situação?

Welcome to the show – Sonoridade

Geral:

Depois de uma semana e escutar o álbum umas 4x (bons tempos de OMC2, que eu tive tempo de escutar o ábum mais de 6x nos primeiros 3 dias), acho que o anterior é mais pesado. Isso ai, Wilton, Stone, Scott e o Ed Bass estavam mais metaleiros no OM2. Mas como “o Queensrÿche não se limita a entrar no estúdio pensando que isso ou aquilo não é muito metal”, as melodias são mais Queensrÿche! Adeus Mike Stone e sua guitarra desagradável! Não que ele seja ruim, acho que contribuiu muito para que o OM2 fosse um álbum bom, porém, não é Queensrÿche.

  • Bateria
    Boa como sempre. Simples, porém agradável.
  • Baixo
    Bem mais presente do que em OM2, destaque no solo de Sliver (#1), na melodia de Remember Me (#10) e The Killer (#6).
  • Vocal
    Os ‘entendidos’ disseram que o Tate cantou mal, suas melodias ficaram fracas. Eu digo que está mantendo o padrão de sempre. Arrisco dizer que as melodias estão melhores que as recentes, porém a voz parece um pouco estranha. No geral, achei melhor.

Guitarras (até num tópico a parte :))

Pela primeira vez na história do Rÿche, as duas guitarras foram gravadas pelo Michael Wilton. Não tenho informações se ele compôs as duas, mas pelo menos ele plugou o equipamento e fez o barulho.

Acho bem melhor do que HTNF, empatado com Promised Land. Os solos ficaram curtos, mas acredito que isso é um problema dele ter ficado sozinho no período de gravação. Falta de um companheiro (cadê DeGarmmo? ) pra opinar, pra fazer um solo quebrado em dois? Eu chuto que, adicionado a esses fatores, ele deve ter pensado em “who-the-hell” seria seu próximo companheiro de guitarras e mateve o esquema simples. Curtos os solos ficaram, ponto. Mas ainda assim vivos! Soa Queensrÿche antigo, porém novo.

Passando a régua e fechando a conta

Não vou dar nota, pois sou viciado no som deles. Pra mim qualquer álbum seria digno de disco de platina, ouro, diamante, etc. Mas acho que esse vai ser mais aceito pelos fans mais antigos, e possivelmente por quem curte um som “bipolar”, com passagens assustadoramente pesadas e outras quase para se dar um play na hora de dormir.

Espero que venda o bastante para eles conseguirem pagar as contas de casa! Vou contribuir comprando o meu =)

As letras foram divulgadas na internet (e até onde vi, com consentimento da banda) por este grande fórum sobre queensryche.

Já sobre a sonoridade… Digamos que eu advinhei. Álbums que vazam na internet NON ECZISTEM. :)

Até mais!