O programador

Programadores não sabem nada, mas somos obrigados a entender de tudo.

Rélo Uordi

A beleza de nosso trabalho se encontra em palavras, que muitas vezes devem ser protegidas a qualquer custo.

Sentimos a tristeza quando ouvimos que “o trabalho foi fácil” e apenas nós sabemos quantas horas ficamos encarando uma tela com mensagens de erro. Porém, com o tempo, adquirimos autoconfiança e perdemos a mania de tentar explicar com detalhes técnicos tudo que se passou para a conclusão.

Frustração? Apenas se somos comparados a quem anda pela ponte, quando na verdade nos reviramos com prazos mínimos para aprender sobre e como construir uma.

A alegria é rara fora do círculo de colegas de profissão. Vai me dizer que todo mundo entende aquela do português, do papagaio e das mensagens de erro com palavrões?

Teclado e monitor apenas? Serviço leve? No final do dia, o papel e lápis parecem pesar toneladas. O cérebro fica completamente fechado na resolução do problema. Já viu algum programador fazer algo além de resolver problemas e aperfeiçoar procedimentos? Nós não somos a causa, somos a cura! Se sente chateado por ter que processar 200 documentos por dia? Garanto que você teria que fazê-lo de qualquer maneira. Fique contente que “o carinha da TI” desenvolveu aquela aplicação que ajuda a completar 12.5% de tudo.

Estranhos e fechados? Às vezes tentamos explicar como um tribunal funciona, apenas usando palavras. Quando não conseguimos, a desgraça está formada. Além da obrigação de “fazer funcionar”, temos que organizar para que completos estranhos possam ler e entender o que está feito.

Apesar de tudo isso, não me venha dizer que gostamos apenas de sentar na frente do computador e escrever até que os dedos sangrem. Gostamos de saber as novidades tecnológicas (Chrome OS me deixou mais assustado do que a influenza A), de aprender coisas novas e exóticas (por exemplo, Brainfuck!).

E é lógico, temos nossos ídolos. Serei sincero em dizer que não conheço a vida de muitos programadores com grande histórico, me inspiro em personagens mais próximos da minha vida, em especial três professores do Senac Piracicaba que me mostraram com quantas linhas se faz um sistema mensageiro. </piada tosca>

Devemos ser cuidadosos e sempre permanecer alertas, pois nem sempre o que funciona realmente funciona. Um segundo de desempenho positivo ou negativo pode ser inaceitável em certas operações. O mundo é veloz, ninguém quer esperar 2 segundos a mais para que um programa abra, certo? Eu odeio quando o  Dream Weaver me faz esperar horrendos 10 segundos para iniciar.

O que funciona hoje pode ser o calcanhar de Aquiles do software de amanhã. Atualização constante e busca por novas soluções fazem parte de nossa rotina.

Ainda nesse ponto, vale citar, nosso “lápis” pode mudar de um dia para outro. Se não nos acostumamos, alguém estará. Se não estivermos bem, alguém estará.

Não quero passar que nós somos pobres almas torturadas, mas muitas vezes temos responsabilidades que se estendem além do horizonte com um prazo de 2 metros.

Explicando: Sabe quando você fala “daqui até ali são 15 minutos”? Falar “15 minutos são daqui até ali..” já não funciona né? Nem a piada… (Não sei se todos os programadores gostam, mas NNF faz um dia ruim ficar mais alegre para mim).

Por fim (e ignorando a regra básica que diz “nunca termine um texto com ‘por fim’, ‘concluindo’ etc), temos algo em comum com muitas profissões: Sofremos, podemos ganhar pouco, só ouvir besteira, mas somos felizes fazendo o que gostamos.

Artigo escrito em colaboração com Natalia Maistro, aka sub-chefe dumal.

É programador? Comenta ae! :D

Cya!

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Meus olhos ou seu mundo?

Momento filosofia de bar próximo à faculdade. Em minha mínima experiência de vida, vi duas maneiras de enxergar. Até um certo tempo atrás, apenas me via em uma (desenvolverei as definições ao longo do post), porém, recentemente, fico assustado por ter compreendido e me aproximado do outro lado.

Falta do que fazer é uma merda?

Não me julgo muito conhecedor da vida, muito menos acho que o pouco que descrevo está correto, mas é algo que faz parte de mim, mais forte que minha aparência e tiques nervosos.

O que antes eu enxergava na vida eram dois lados: O Extremo correto e o Extremo Errado, preto no branco. Se alguém fazia algo errado, era condenável, coisa horrível, sem cabimento etc. Quem fazia um ato bondoso, quem era ‘legal’ com os outros era uma pessoa de boa índole, de confiança.

Com o tempo percebi os tons de cinza omitidos. E muitos serviram para que eu entendesse que não era tão bom aluno quanto todos pensavam, que não era uma pessoa tão boa como pensava, que não sou alguém como qualquer outro, como qualquer um pensa.

Para o bem e para o mal, percebi diversas coisas. Com tempo livre, às vezes não consigo fugir de minhas memórias e acabo por analisá-las com a ‘experiência’ atual. Algumas vezes eu me orgulho, vendo que o que fiz há anos atrás, repetiria agora. Valendo para alguns problemas na conclusão do ensino médio, perguntaram o que o Diego de hoje faria de diferente naquela época. Bom, eu gostaria de tentar ter estudado mais! Não apenas para a escola, mas para meu pessoal também. Devia ter largado o Multimedia Fusion e partido para o PHP :) Mas me contento, sei que fiz o meu melhor.

O grande problema que encontro nesses momentos de reflexão é que SEMPRE é contra a maré, sempre o oposto do que todos a minha volta (excetuando minha família e alguns amigos) acham que eu deveria ter feito e deveria fazer.

A princípio imaginei que eram outros tons de cinza faltando. Mas depois de um tempo, acho que faltam todas as outras cores.

Não gostaria de associar o meu preto/branco/tons de cinza com tristeza, é apenas um estilo de escrita. Não sou triste, me orgulho disso. Posso estar com o peito rasgando de ódio e a ponto de desmoronar, eu continuo fazendo piadas (e o mais importante, rindo delas, nem que seja sozinho XD).

Mentiroso?

Por sempre enfrentar problemas ‘de compatibilidade’ nas conversas, comecei a tomar uma postura diferente quando encaro uma discussão. Apenas sou ‘agressivo’ e mais natural em terrenos que já percebi serem abertos para outras interpretações. De resto, é:

Pois é né…

Ah pods crê.

Nooh, verdade cara.

Às vezes o assunto é tão persistente que eu acabo ‘aprendendo’ o que deveria falar e solto umas frases no meio, pra não ficar sobrando completamente.

Exemplo, vamos falar sobre cerveja?

É, pois é né. E o jogo do Brasil, quanto foi mesmo?

Odeio cerveja, desgosto de quase qualquer coisa que possa alterar meu estado mental. Já tomo medicações que tentam fazer isso, não vejo sabor nem necessidade em ‘encher a cara’. Nada contra quem bebe ou algo do gênero. Sempre que possível, nossa sala ‘mata’ alguns minutos de aula e vamos no bar. Me sinto bem por estar num ambiente com meus amigos, eles tomando aquele líquido amarelo de procedência duvidosa(rs…) e eu chapado por ser meu estado natural :P No final tá todo mundo de fogo pra aula de teologia!

A verdade não é consequência da maioria

Apenas uma frase que eu pensei outro dia e achei legal o bastante pra ser um título da postagem. Esquecendo que todo ser humano é único e especial(ou não), nos encontramos em grupos. Muitas vezes em mais de um. Até ai tudo bem, basta não ser uma daquelas malditas panelinhas que ficam torrando a paciência dos outros!

Mas também não podemos esquecer que a verdade não vem necessariamente de um grupo grande de pessoas. O mesmo vale para um grupo minúsculo.

Ou seja, na minha visão, não adianta ser parte do maior aglomerado de pessoas que gostam de um clube de futebol, clamar que ele é o melhor e aceitar como verdade. Nem ser membro de um grupo VIP dos mais parecidos com o Seu Madruga para poder dizer que ele nãopagava o aluguel por um motivo justo.

Todos temos o direito de expor nossas opiniões, muitas vezes é um dever. Ser omisso hoje em dia não é legal, em quase toda situação. Mas não é legal levar em frente como uma verdade, se não tivermos provas, argumentos e meios de sustentar a fala. Também é necessário um bom estilo e jogo de cintura para expor suas ‘verdades’, se não, ninguém te ouve.

(só não vai ser louco de falar do frango do Marcos no final da libertadores no meio da torcida do Palmeiras, ai é um bom momento para se escutar sobre suas maravilhosas defesas e persistência por continuar no futebol)

Meus olhos ‘vêem’. Seu mundo ‘funciona’.

O tema do post era basicamente tentar comentar sobre como alguém pode ver o mundo de uma maneira completamente diferente, agir de formas inusitadas, mas no fim ainda continuar um simples humano único e inimitável como qualquer outro.

Meus tons de cinza, meu preto e branco não é submisso a outro mundo, nem este outro a mim. O legal é poder conviver em sociedade e sentir-se satisfeito com quem você é, sentir-se bem com as pessoas de suas convivência.

Creio que me perdi ai no meio, mas tudo bem, foi uma semana complicada e acho que o texto foi uma mão na roda para me acalmar e botar os problemas pra fora da cabeça.

Até mais ver!