Professor Bolinha

Post filosófico,

Meu querido professor, PROFESSOR BOLINHA, requisitou a retirada de seu nome deste blog. Como sou um garoto dedicado e adoro a figura, fiz o seu desejo. Também anexo um .PDF (versão “censurada”, sorry) com as modificações que fiz, para mostrar a transparência na administração deste blog.

Entregarei uma sem cortes para o PROFESSOR BOLINHA, para demonstrar minha boa vontade para com seu pedido.

Só entro num pensamento confuso: Não posso citar o nome de nenhum docente meu aqui? Mesmo se for pra falar bem?

Tudo bem, da próxima vez que for falar de alguém ou citar o nome, pedirei permissão explícita.

Fica a díca do que pode acontecer se vocês citarem o nome de alguém no blog de vocês.

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Regras de negócio: Aprenda ou aprenda

“… Eu entrei na faculdade para programar, mas hoje sei que existe muito mais do que escrever códigos.”

Falei isso quando o professor nos perguntou, um por um, o porquê de termos entrado na faculdade. E, sinceramente, é exatamente a minha realidade de hoje.

A muitos e muitos anos atrás (cerca de uns 6) eu acreditava que programadores faziam coisas encapetadas com milhões de linhas escritas no maldito compilador C. Ou C++, se o cara era bom.

Sempre achava o Delphi “coisa para os fracos”, afinal, “é só clicar e arrastar”, né? Né não.

Delphi, C#, Java, qualquer linguagem com uma IDE legal te permite acelerar a produção de código para alguns tipos de aplicações.

Por exemplo, faça a soma de dois números em C e em Delphi. O C e seu Dos é bem mais rápido e prático. Não que você não possa usar um console application no Delphi, mas não acredito que seja o objetivo de uma ferramenta RAD.

Entretando, para uma aplicação comercial, as RAD’s da vida facilitam mesmo. Com alguns cliques, cá está seu formulário de vendas. Pelo menos o visual.

Saiba  o QUE fazer, não COMO

Agora te pergunto, o que diabos a grid bonitinha que você zebrou e coloriu vai fazer? Vai mostrar quais colunas? O que vai acontecer quando clicar no botão de OK? E se o fdp o usuário fechar a tela no meio do procedimento?

Até ai, temos dificuldades, mas tudo tranquilo. É só programação. O problema de verdade é se você tiver que programar o estorno de uma venda. Você sabe o que é um estorno? O estorno do seu cliente vai funcionar daquela mesma maneira?

Regras de negócio são a parte mais difícil para softwares comerciais. Fazer conexão com banco de dados ou criar uma classe com métodos megazord (termo by Gustavo, companheiro de trabalho) são preocupações – mas você pode recorrer a um bom livro ou ao oráculo.

Já pra aprender as regras de negócio, você depende do cliente. Claro, sua experiência pode te ajudar, mas cada um é cada um. Óbvio que nosso amigo cliente vai nos ajudar, explicar tudo em detalhes para nós, com a maior paciência do mundo. #MeEnganaQueEuGosto

Aprender a perguntar

No computador, tudo funciona 8 ou 80. Ou passa energia, ou não. Talvez por isso seja mais fácil entender como um computador funciona do quê as pessoas.

O problema A coisa mais divertida é que os computadores são amigos só dos programadores (nem deles, às vezes) e, para fazermos um bom software, temos que ficar amigo do cliente!

Ô Fulano, sabe o formulário de vendas? Queria saber como funciona o sistema de estorno de vocês… O produto só volta para o estoque? Qué um histórico, alguma coisa diferente?

Seja legal com seu cliente. No final, ele paga seu salário. Se ele quer que o estorno tenha histórico, nome do funcionário que estornou, data, chave de segurança, temperatura ambiente e velocidade do vento, faça. Só verifique se o que ele quer é possível e cobre de acordo :P.

Na minha opinião de iniciante, o que mais toma tempo hoje é saber o que fazer. Como fazer chovem em livros, forums, etc.

Agora, quem pode te ajudar quando nem mesmo você sabe o que quer fazer?

Professor que é “deus”

professor

Só se eu fizer funcionar com sua arrogância, caro professor.

Quarta feira a noite foi uma festa na faculdade. E tudo começou porque tentamos estudar.

Aula pós prova, a professora insiste em fazer correção de todas as questões. Escrevendo , letra a letra, o código na lousa.

Consequencia: 70% mexendo na internet, 20% adiantando o trabalho da própria matéria, 5% faltou, 3% dormindo (eu tava ai \O/), 2% prestando atenção.

Ainda tenho que conversar com a professora e convencê-la que o DevC++ não compila apenas C++. Se não me engano, foram uns 20 minutos nisso.

Resolvi fazer algo de útil e me sentei com um colega, fomos codificando seu projeto. Passam-se 20 minutos, a professora percebe que tem pouca gente encarando a lousa e começa “o” sermão.

Prestei atenção até o ponto que ela disse “na PUC, na UNICAMP, tem gente estudando 8 horas por dia! Na USP, UNESP, saem competidores, loucos pelo mercado de trabalho!”

Eu tinha a prova toda em meu pen drive, pronta, codificada, funcionando 100%. Durante o mesmo dia, passei das 9 da manhã até às 5 da tarde direto no computador, fazendo trabalhos da faculdade.

Um inclusive da própria matéria, que ela prometeu dar uma olhada na situação (fazer estrutura de dados sem ter aula de estrutura de dados e sem base é complicado, convenhamos). Olhou nada. Depois disso tentei fingir que não estava bravo, que realmente era o ser inútil que ela abstraiu de nós e dava uma risada ou outra durante o desabafo.

Acabou a aula dela, entramos na próxima. Mexer com matrizes no caderno, sem utilizar compilador.

Tudo muito bonito, nada contra teoria na programação. A aula foi interessante, tirando a parte que o professor, gratuitamente, mostrou na frente da sala que eu não sabia fazer tudo em relação a matéria.

Meio óbvio né? Se eu soubesse, não estaria na faculdade. Ele ainda fez isso com outra pessoa. Discordo completamente dessa metodologia. Quando estou em posição de professor, faço perguntas para a sala. Deixar alguém na posição de ter de falar “não sei” é, na minha opinião, deixar a pessoa constrangida.

A tarefa para casa era passar toda a teoria para a linguagem C. Saindo da sala, o professor voa para a porta e me pergunta se entendi a matéria.

– Entendi, porém pesquisarei mais a respeito no google, para…

O professor ficou puto e me deu mais um sermão, como se eu tivesse xingado ele de careca (pensando melhor, quem fez isso nem levou sermão…). Terminou com “se você procurar código pronto nunca vai aprender”.

– Professor, não procuro códigos prontos, quero apenas mais teoria pra aprender.

– Estude apenas o que está na lousa que já tem tudo que você precisa.

Sempre me disseram que era necessário pesquisar além da lousa, TODOS os professores me dizem isso. Qualé?! Joguei super trunfo na mesa de reunião dos professores em outra encarnação e eles viram é?! XD

Nem preciso dizer que o que estava na lousa não foi o suficiente. Acha que vou reclamar com ele?…

Já ouvi muita gente dizendo que professor de pública/federal é dumau, se mexeu com ele, tá ferrado. Já ouvi também dizerem que de particular você pode até xingar que não acontece nada, mas deveriam passar na minha e tentar se meter a besta com algum.

Muitos são excelentes profissionais e inclusive permitem críticas! Estes são os que menos penso em críticar. Por que são cruéis? Não. Simplesmente tem ótima metodologia e não constrangem os alunos.

Se eu pudesse, apenas gostaria de dizer ao meu querido professor as seguintes palavras de amor:

Só se eu fizer funcionar com sua arrogância, caro professor.

#include <stdio.h>
#include “arroganciaProfessor.c”

int main()
{
//resolve tudo, sem nenhum bug
//não importa qual seja sua necessidade
fazerFuncionar();
getch();
//nem precisa de return
}

Um abraço e até mais!

Meus olhos ou seu mundo?

Momento filosofia de bar próximo à faculdade. Em minha mínima experiência de vida, vi duas maneiras de enxergar. Até um certo tempo atrás, apenas me via em uma (desenvolverei as definições ao longo do post), porém, recentemente, fico assustado por ter compreendido e me aproximado do outro lado.

Falta do que fazer é uma merda?

Não me julgo muito conhecedor da vida, muito menos acho que o pouco que descrevo está correto, mas é algo que faz parte de mim, mais forte que minha aparência e tiques nervosos.

O que antes eu enxergava na vida eram dois lados: O Extremo correto e o Extremo Errado, preto no branco. Se alguém fazia algo errado, era condenável, coisa horrível, sem cabimento etc. Quem fazia um ato bondoso, quem era ‘legal’ com os outros era uma pessoa de boa índole, de confiança.

Com o tempo percebi os tons de cinza omitidos. E muitos serviram para que eu entendesse que não era tão bom aluno quanto todos pensavam, que não era uma pessoa tão boa como pensava, que não sou alguém como qualquer outro, como qualquer um pensa.

Para o bem e para o mal, percebi diversas coisas. Com tempo livre, às vezes não consigo fugir de minhas memórias e acabo por analisá-las com a ‘experiência’ atual. Algumas vezes eu me orgulho, vendo que o que fiz há anos atrás, repetiria agora. Valendo para alguns problemas na conclusão do ensino médio, perguntaram o que o Diego de hoje faria de diferente naquela época. Bom, eu gostaria de tentar ter estudado mais! Não apenas para a escola, mas para meu pessoal também. Devia ter largado o Multimedia Fusion e partido para o PHP :) Mas me contento, sei que fiz o meu melhor.

O grande problema que encontro nesses momentos de reflexão é que SEMPRE é contra a maré, sempre o oposto do que todos a minha volta (excetuando minha família e alguns amigos) acham que eu deveria ter feito e deveria fazer.

A princípio imaginei que eram outros tons de cinza faltando. Mas depois de um tempo, acho que faltam todas as outras cores.

Não gostaria de associar o meu preto/branco/tons de cinza com tristeza, é apenas um estilo de escrita. Não sou triste, me orgulho disso. Posso estar com o peito rasgando de ódio e a ponto de desmoronar, eu continuo fazendo piadas (e o mais importante, rindo delas, nem que seja sozinho XD).

Mentiroso?

Por sempre enfrentar problemas ‘de compatibilidade’ nas conversas, comecei a tomar uma postura diferente quando encaro uma discussão. Apenas sou ‘agressivo’ e mais natural em terrenos que já percebi serem abertos para outras interpretações. De resto, é:

Pois é né…

Ah pods crê.

Nooh, verdade cara.

Às vezes o assunto é tão persistente que eu acabo ‘aprendendo’ o que deveria falar e solto umas frases no meio, pra não ficar sobrando completamente.

Exemplo, vamos falar sobre cerveja?

É, pois é né. E o jogo do Brasil, quanto foi mesmo?

Odeio cerveja, desgosto de quase qualquer coisa que possa alterar meu estado mental. Já tomo medicações que tentam fazer isso, não vejo sabor nem necessidade em ‘encher a cara’. Nada contra quem bebe ou algo do gênero. Sempre que possível, nossa sala ‘mata’ alguns minutos de aula e vamos no bar. Me sinto bem por estar num ambiente com meus amigos, eles tomando aquele líquido amarelo de procedência duvidosa(rs…) e eu chapado por ser meu estado natural :P No final tá todo mundo de fogo pra aula de teologia!

A verdade não é consequência da maioria

Apenas uma frase que eu pensei outro dia e achei legal o bastante pra ser um título da postagem. Esquecendo que todo ser humano é único e especial(ou não), nos encontramos em grupos. Muitas vezes em mais de um. Até ai tudo bem, basta não ser uma daquelas malditas panelinhas que ficam torrando a paciência dos outros!

Mas também não podemos esquecer que a verdade não vem necessariamente de um grupo grande de pessoas. O mesmo vale para um grupo minúsculo.

Ou seja, na minha visão, não adianta ser parte do maior aglomerado de pessoas que gostam de um clube de futebol, clamar que ele é o melhor e aceitar como verdade. Nem ser membro de um grupo VIP dos mais parecidos com o Seu Madruga para poder dizer que ele nãopagava o aluguel por um motivo justo.

Todos temos o direito de expor nossas opiniões, muitas vezes é um dever. Ser omisso hoje em dia não é legal, em quase toda situação. Mas não é legal levar em frente como uma verdade, se não tivermos provas, argumentos e meios de sustentar a fala. Também é necessário um bom estilo e jogo de cintura para expor suas ‘verdades’, se não, ninguém te ouve.

(só não vai ser louco de falar do frango do Marcos no final da libertadores no meio da torcida do Palmeiras, ai é um bom momento para se escutar sobre suas maravilhosas defesas e persistência por continuar no futebol)

Meus olhos ‘vêem’. Seu mundo ‘funciona’.

O tema do post era basicamente tentar comentar sobre como alguém pode ver o mundo de uma maneira completamente diferente, agir de formas inusitadas, mas no fim ainda continuar um simples humano único e inimitável como qualquer outro.

Meus tons de cinza, meu preto e branco não é submisso a outro mundo, nem este outro a mim. O legal é poder conviver em sociedade e sentir-se satisfeito com quem você é, sentir-se bem com as pessoas de suas convivência.

Creio que me perdi ai no meio, mas tudo bem, foi uma semana complicada e acho que o texto foi uma mão na roda para me acalmar e botar os problemas pra fora da cabeça.

Até mais ver!